sexta-feira, 7 de julho de 2017

Caloura da Ufersa entra em coma alcoólico após trote acadêmico


Uma caloura, de 17 anos, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) entrou em coma alcoólico durante um trote na tarde da última quinta-feira, 6, em Mossoró. Três alunos foram presos em flagrante. Todos cursam Ciência e Tecnologia.
 
A jovem foi levada desacordada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel. A assistente social da unidade desconfiou e chamou a polícia militar. Três rapazes que levaram a garota para a UPA foram conduzidos para a 1ª Delegacia de Polícia no Alto de São Manoel.

Os estudantes foram identificados como Josiellerson Giordano Ferreira da Silva, Mateus Freire Bezerra, e Alef Vinicius Almeida Rebouças. Eles foram autuados por fornecer bebida alcoólica a menor de idade.
 
Após o pagamento de fiança, os três foram liberados para responder ao processo em liberdade.
 
Em nota, os rapazes diz não entender como eles estão sendo acusados e que estavam apenas participando do trote acadêmico.
 
“Em momento algum de nós 3 demos bebidas alcoólicas a jovem citada na matéria em questão envolvendo alunos da UFERSA.  Estavamos participando do trote normalmente, quando vimos o estado da caloura e logo entao, nós nos prontificamos de prestar socorro a mesma. Levamos ela para a UPA do São Manoel, e até agora estamos sem entender como nós tivemos as melhores intenções em ajudar a menina e fomos acusados dessa forma, como se fossemos marginais? Somos estudantes e estamos começando nossas vidas e do nada acontecer uma coisa desagradável como está.  Como não conseguimos contato com familiares da menina, resolvemos ficar e aguardar os resultados e a situação de saúde dela. Que tem de mais nisso?”, diz trecho incial da nota.
 
Confira nota dos alunos extraída do Passando na Hora.
 
Nota:
 
Em momento algum de nós 3 demos bebidas alcoólicas a jovem citada na matéria em questão envolvendo alunos da UFERSA. 
Estavamos participando do trote normalmente, quando vimos o estado da caloura e logo entao, nós nos prontificamos de prestar socorro a mesma. Levamos ela para a UPA do São Manoel, e até agora estamos sem entender como nós tivemos as melhores intenções em ajudar a menina e fomos acusados dessa forma, como se fossemos marginais? 
 
Somos estudantes e estamos começando nossas vidas e do nada acontecer uma coisa desagradável como está. 
 
Como não conseguimos contato com familiares da menina, resolvemos ficar e aguardar os resultados e a situação de saúde dela. Que tem de mais nisso? 
 
Não sabemos quem deu bebida a ela, garantimos que não partiu de nós três. 
 
Fomos espontaneamente para a Delegacia ao qual delegado nos recebeu bem, porém ficamos boa parte do tempo presos em uma cela, como se fossemos marginais o que não somos, e em seguida fomos ouvidos e liberados. 
 
Queremos aqui consternar nossa indignação pela injustiça a nós causada. 
 
Esperamos que todos fiquem bem e que a sociedade em si não façam julgamentos alheios pois temos família, amigos e o mais importante, uma vida inteira pela frente. Agradecemos o espaço e o direito de resposta.

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