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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Por falta de pagamento, garis da empresa terceirizada Sanepav paralisam coleta do lixo


Funcionário mostra carteira vazia.
“Eles só voltam a trabalhar quando a empresa pagar o mês”, foram com essas palavras que a representante do Sindilimp, Vivian Valentim, explicou a paralisação dos garis da empresa Sanepav. Os trabalhadores da terceirizada cruzaram os braços na manhã desta terça-feira, 12, alegando seis dias de atraso no pagamento referente ao mês de dezembro.
De acordo com Vivian, essa era a única terceirizada que ainda estava com o salário dos funcionários em dia. “Eles decidiram parar os serviços devido a falta de pagamento no salário referente ao mês de dezembro. Só voltarão quando o dinheiro estiver na conta do empregado. Até lá eles vão ficar parados”.
Foto: Marcos Garcia
Vivian ainda revela que os funcionários estão tendo carga horária excessiva, material de trabalho inadequado, entre outros relatados pelos funcionários.
“Os trabalhadores nos disseram que estão trabalhando oito horas diárias seguidas e que não tem horário de almoço. Eles falaram também que o material de trabalho está inadequado, com luvas rasgadas, danificadas, material horrível. Com isso, eles ficam totalmente indefesos e em várias vezes se machucam no trabalho, como cortes nas mãos registradas”.
Foto: Marcos Garcia
Outro problema relatado pelos funcionários da Sanepav a representante do Sindlimp diz respeito a coleta diária. “Estamos extremante preocupados porque eles nos disseram que o lixo hospitalar está sendo coletado juntamente com o domiciliar, o que não é permitido. Isso pode causar sérios danos”, enfatizou Vivian Mesquita.
Existe a possibilidade do pagamento ser efetuado ainda nesta terça, mas Vivian disse que os funcionários não acredita e prometem permanecer parados até o pagamento do salário.
Foto: Marcos Garcia
“Tivemos uma informação de que o pagamento poderia ser efetuado hoje (terça), mas os funcionários disseram que não acreditam nesta possibilidade e vão permanecer parados até o pagamento. Eles nos relataram que tem medo que o pagamento deles fique do mesmo jeito de outras terceirizadas que prestam serviço para a Prefeitura de Mossoró, onde tem funcionários com cinco e seis meses de salários atrasados”, finalizou Vivian.

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