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domingo, 15 de janeiro de 2017

ABC e Globo se ‘pegam’ apostando na força coletiva



ABC e Globo se enfrentam neste domingo, 15, às 17h, no estádio Frasqueirão, em Natal, na estreia de ambos pelo Campeonato Estadual. Considerando a preparação e o investimento feito no elenco, os dois clubes são tidos como um dos favoritos para vencer a competição.

O ABC, com investimento maior, manteve a base da temporada passada, segurou o técnico Geninho e ainda se reforçou de alguns atletas, entre eles o atacante Túlio Renan, que estava no futebol gaúcho.

O Globo, se comparado com o ABC, possui investimento menor, mas dentro de suas possibilidades o clube conseguiu manter vários jogadores do campeonato passado, reforçou o grupo, e fez uma pré-temporada longa.

Justamente pela condição e entrosamento dos atletas, o Globo espera poder surpreender os atuais campeões estaduais, dentro do Frasqueirão.

Na abertura do Estadual, Santa Cruz e América empatam sem gols

A edição 2017 do Campeonato Estadual começou com um 0 a 0 na noite deste sábado, 14. Na Arena das Dunas, Santa Cruz de Natal e América abriram o certame estadual e não saíram de um empate sem gols.
O alvirrubro natalense logo aos 15 minutos do primeiro tempo ficou com um jogador a menos após o meio campista Marcos Júnior ser expulso.
O atleta americano derrubou o atacante Índio Oliveira, que ganhou na corrida e quando se preparava para o chute foi calçado pelo jogador adversário. O árbitro Leandro Saraiva aplicou o cartão vermelho direto deixando o América com dez jogadores em campo.
Mesmo com um a menos o América teve boas situações de gol, mas não conseguiu furar a retaguarda do caçula do Estadual.
Nos acréscimos do segundo tempo, Diego Mipibu acertou um belo chute que acertou a trave do goleiro Vinicius, o que deixou o torcedor americano preocupado.
Pela segunda rodada, o América pegará o Potiguar na quarta-feira, 18, na Arena das Dunas. A partida está marcada para as 21 horas. Já o Santa Cruz enfrentará o Assu, no estádio Edgarzão, às 20 horas.
Jogo: Santa Cruz de Natal 0x0 América
Rodada: 1ª rodada da Copa Cidade do Natal
Local: Arena das Dunas, Natal
Horário: 20 horas
Árbitro: Leandro Saraiva
Auxiliares: Jean Márcio dos Santos e Edson Trajano da Cruz
Gols:
Cartões Amarelos: Val Paraíba (STA), Hudson (AME) Jean Natal (STA)
Cartão vermelho: Marcos Júnior (AME)
Renda: R$ 44.179,00
Público: 1.582 pagantes e 530 não pagantes
Santa Cruz de Natal: Daylon; Hudson, Mael, Victor e Felipe; Ramon (Léo Henrique), Ray Silva, Jean Natal (Daniel)e Diego Mipibu; Val Paraíba e Índio Oliveira (Klysman). Técnico: Higo Cesar
América: Vinicius; Everton Silva, Paulão, Maracás e Danilo; Filipe Alves (Jean Patrick) e Marcos Júnior; Jussimar (Memo), Dija Baiano e Raul (Michel Benhami); Luiz Eduardo. Técnico: Felipe Suria.

Concurso do IBGE: 62.400 vagas de Recenseador com salário inicial de R$3 mil para 1º grau


ibge novaUm grande atrativo na área pública em 2017 será o concurso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 82.500 vagas em cargos de níveis médio, técnico e superior. As oportunidades serão distribuídas por todo país e o IBGE deverá publicar três editais, sendo o primeiro para 1.409 vagas, o segundo para 18.074 e o terceiro para 62.400 chances na função de recenseador, que exige ensino fundamental completo. As remunerações oferecidas serão de R$2 mil a R$3 mil.
O recenseador, principal função do processo seletivo do IBGE, é responsável pela coleta de informações para as pesquisas. Os dados são registrados pelo funcionário em meios eletrônicos, de acordo com as instruções recebidas e dentro do prazo pré-estabelecido. O recenseador tem que comparecer no mínimo uma vez por semana ao posto de coleta, conforme determinação do agente censitário municipal ou do agente censitário supervisor.
Pela previsão, o contrato de trabalho será para o período de um ano, podendo ser prorrogado por até 3 anos. Todos os contratados temporários têm direito a férias remuneradas e 13º salário, mais auxílio-alimentação de R$ 458.

Potiguar aposta no entrosamento para estrear com vitória no Estadual


O Potiguar aposta no entrosamento dos jogadores que disputaram a Série D do Brasileiro pelo time para iniciar com o pé direito no Campeonato Estadual. O jogo de estreia acontece neste domingo, 15, às 17h, no estádio Edgarzão, contra o Assu.

Esse confronto seria em Mossoró, se o estádio Leonardo Nogueira tivesse sido liberado pelo Corpo de Bombeiros, o que não aconteceu. Assim, o mando de campo foi invertido em comum acordo entre a Federação e os clubes.

Quatro jogadores que defenderam o Potiguar na competição nacional de 2016 retornaram ao time para o Estadual, no caso o zagueiro Cláudio Baiano, os apoiadores Sidney e Jozicley e o meia atacante Giovanni. O ala Ciel também participou e teve o seu contrato renovado, já que é cria do clube.

Com eles jogando juntos e confirmados no time titular, o Potiguar espera sobrepor as dificuldades naturais de um jogo de estreia, em que a carência de ritmo de jogo e melhor forma física são geralmente sentidos.

“Não que isso seja uma grande vantagem, mas é algo interessante e que pode contribuir para o desempenho da equipe”, comentou Giovanni.

O ala Ciel concorda com Giovanni, por entender que a base resgatada da Série D pode representar algo positivo para o Potiguar logo no começo da competição. “Acho que isso é positivo, podendo facilitar o nosso jogo. A dificuldade seria maior se o time fosse todo reformulado, com todos os atletas ainda se conhecendo”, comentou.

O técnico carioca Dario Lourenço, que chegou na semana da estreia em substituição a Zé Roberto, dispensado em meio da pré-temporada, não mexeu na estrutura e manteve a mesma equipe dos treinos e amistosos. Provável alteração somente com o desenrolar do campeonato.

Assim, o Potiguar deve ir a campo com Dida, Glaubinho, Luiz Alberto, Cláudio Baiano e Ciel; Sidney, Jozicley, Diego e Lucy Junior; Giovanni e Cleyton Junior.

Time jovem do Baraúnas encara o Alecrim na Arena das Dunas

 Baraúnas inicia a sua trajetória no Campeonato Estadual de 2017 contra o Alecrim, neste domingo, 15, às 17h, na Arena das Dunas, em Natal. À exceção do zagueiro Nildo, de 40 anos, o tricolor apresenta um time bem jovem e com vários jogadores desconhecidos do torcedor, mas todos eles querendo brilhar e ser grandes no futebol.

Esse grupo de jovens atletas é representado pelo goleiro Carlos Henrique, o Pop, que deverá ter a chance de iniciar o jogo entre os titulares, já que o experiente Érico se apresentou por último e busca readquirir a forma.

Pop é natural de Mossoró e estava jogando nas últimas temporadas na equipe de acesso do Ceará e depois defendeu o River, também da base. Veio neste ano para o Baraúnas e agora dever ter a sua grande chance como atleta profissional.

“Estou aguardando (a chance) e, se ela vier, estou preparado para aproveitar da melhor forma”, disse o goleiro, de apenas 20 anos.

A pouca idade permite desconfiança do torcedor, mas Pop está tranquilo e ciente de sua responsabilidade.

“Isso acontece (a desconfiança por ser jovem) e encaro com tranquilidade. O meu foco está no jogo para fazer o meu melhor e, aos poucos, conquistar a confiança do nosso torcedor”, disse o atleta, mostrando personalidade.

A provável formação titular do Leão para o jogo deverá ser: Pop, Balinha, Nildo, Luiz Henrique e Deyvid; Ítalo, Micael e Beleu; Gabriel, Felipe e Capacete.

Rebelião em Alcaçuz termina, e governo conta os mortos

Policiais militares entraram às 6h10m deste domingo na penitenciária, em Nísia Floresta, para controlar a rebelião.
Após 14 horas de rebelião, pelo menos 10 homens mortos e pavilhões destruídos, a rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz e no Pavilhão Rogério Coutinho Madruga, na região metropolitana de Natal, chegou ao fim. 
O controle foi retomado após a entrada de homens dos batalhões especiais da Polícia Militar no início da manhã deste domingo (15). Não houve reação dos rebelados.
De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), a tática montada ao longo da madrugada deste domingo pelos representantes da Cúpula de Segurança Estadual, com representantes do Poder Judiciário e Ministério Público, sob a coordenação do governador Robinson Faria, foi considerada positiva. 
Com o controle dos pavilhões, os policiais passarão a contar os mortos, feridos e avaliar os prejuízos causados à estrutura física da penitenciária.
No entorno da penitenciária , a movimentação de familiares é intensa e se tornou mais angustiante. A expectativa é de que os corpos das vítimas comecem a ser recolhidos ainda nesta manhã. 
Segundo relatos de policiais militares, agentes penitenciários e de imagens divulgadas em redes sociais pelos detentos que participaram da rebelião, há homens decapitados. 
O Governo do Estado confirmou, através da Sesed, que será iniciado o processo de contagem dos corpos a partir das 08h (horário local). Acredita-se que a primeira parcial seja divulgada às 10h (horário local), durante uma coletiva de imprensa com representantes do Governo do Rio Grande do Norte.

Más condições das prisões fomentam facções, dizem especialistas

O ano de 2017 começou com o novo capítulo de uma história velha. A morte de 60 detentos em presídios do Amazonas chamou atenção do país e chocou o mundo.  Mais uma vez, a guerra de facções criminosas dentro de presídios brasileiros expôs a fragilidade do sistema penitenciário do país. Especialistas e profissionais que vivem de perto a rotina dos presídios mostram que o sistema é falho e contribui para episódios como de Manaus.
As más condições a que presos são submetidos facilitam o crescimento de facções criminosas dentro dos presídios, nos quais o Estado tem cada vez menos influência. “O que acontece é que criamos um modelo para impedir a fuga de certos indivíduos, mas você os deixa se virarem lá dentro. Então, isso facilita a vida de organizações criminosas que tomam conta da cadeia”, afirmou o doutor em ciência política e ex-secretário de Segurança Pública Guaracy Mingardi.
Segundo ele, o sistema penitenciário sequer pode ser chamado de “sistema”. É uma “coisa dispersa”, onde cada lugar tem uma regra diferente. De acordo com Mingardi, o Brasil precisa repensar a situação dos seus presos e o motivo pelo qual estão encarcerados.
“O Brasil é um dos países com o maior número de presos sem nenhum resultado. Existem pessoas presas por coisas que nem precisaria, e não estou falando de homicídio ou assalto à mão armada. Precisamos pensar mais em outras formas que não sejam só aumentar o tamanho das penas”.
Presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Carlos Lamachia disse acreditar que as cadeias são locais onde pequenos infratores se tornam verdadeiros bandidos. “Acho que o Brasil prende mal e, quando prende, em determinadas circunstâncias, ainda alimenta o crime. Encarceramos alguém por um acidente menor. Aí, colocamos essa pessoa dentro de um presídio, no qual ele vai conviver com presos de altíssima periculosidade”
Secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes afirmou concordar em medidas que reduzam o número de presos. As audiências de custódia, que aceleram o julgamento para detidos em flagrante e preveem o uso de penas alternativas à prisão, são um exemplo. Entretanto,  ele defende a ação da polícia. E explica que a polícia “não escolhe” quem deve prender.
“Sou totalmente favorável às audiências de custódia, a medidas que procuram encarcerar menos, mas que não dependem da polícia. Dizem que a gente prende muito e prende mal. Na verdade, não temos opção. Cometeu o crime, tem de prender. […] Quem escolhe se permanece [preso] ou não é o Judiciário”. Para ele, a forma do Estado retomar o controle dos presídios é investir na disciplina dos presos.
“Eles têm de saber que é o Estado que controla. É preciso retomar, com procedimentos que não são bem desejados. A tendência da gente é querer paz. Então, vamos abrindo mão, dando regalias e, quando vemos, o controle foi perdido”. Mingardi lembrou que as estruturas do Estado são voltadas a prender mais, e não menos.
“Se fizer uma reforma, aumentar a eficiência da polícia, do Judiciário e do Ministério público, vai mais gente para a cadeia. Tem de pensar como vai fazer isso, de forma que a cadeia não fique ainda mais entupida, porque ninguém quer gastar dinheiro em cadeia. Todo mundo acaba falando ‘eu prefiro construir escola’. É bobagem, porque a maioria não constrói escola nem cadeia.”
Juiz titular da Vara de Execuções Penais do Amazonas, Luis Carlos Valois disse que o Estado tem de passar a cumprir a lei sobre as condições de um presídio. De acordo com o juiz, a prisão que existe é ilegal e longe do ideal.
“A lei fala em educação, saúde e assistência de tudo que é tipo: religiosa, esportiva, cela com arejamento, com espaço. Não pode ter superlotação. A lei diz tudo isso. O sistema penitenciário brasileiro, se cumprisse a lei, era um dos melhores do mundo. A lei não é cumprida”.
Superlotação
O magistrado descreve o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), onde 56 presos morreram no início de janeiro. Segundo ele, em uma cela feita para oito pessoas abriga 30, com gente dormindo sob camas de cimento. “Isso tudo no calor de Manaus. Já tem estudos de criminologia que informam que o calor é um índice de [aumento de] criminalidade. Imagine em Manaus.”
A superlotação é um dos problemas que afligem os presídios no Brasil. Dados de 2014 do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) mostram o crescimento gradual da população carcerária no Brasil. Em 2004, o país tinha 336 mil presos.
Dez anos depois, esse número quase dobrou, com 622 mil, sendo 584,7 mil em prisões estaduais, 37,4 mil em carceragens de delegacias e 397 nas quatro prisões federais em funcionamento no país. A quantidade de vagas, porém, não acompanha o crescimento. Em 2014, o número de vagas era 371,8 mil.
Conforme especialistas, o número de presos provisórios contribui para uma conta que não fecha quando se fala em população carcerária e vagas no sistema prisional. Presos provisórios são aqueles que ainda não foram julgados. No Brasil, 40,13% dos presos sequer foram julgados.
No Amazonas, por exemplo, 62,64% dos presos são provisórios. O número de presos ainda sem julgamento (5,5 mil) é suficiente para superar o número de vagas no estado (3,4 mil). Na Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Rondônia e Sergipe o cenário é o mesmo: não existe cadeia suficiente nem para os presos provisórios. Presídios superlotados do Amazonas e de Rondônia têm protagonizado as páginas de jornais desde o fim de 2016, com mortes e guerras entre facções criminosas.
Facções no controle
Atual secretário de Segurança Pública, Fontes já foi superintendente da Polícia Federal no estado. Para ele, chacinas entre presos não é nova. “Eles já se matam há muito tempo”, disse. Ele explica que o avanço do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Rio de Janeiro, estado natal do Comando Vermelho, pode ser um dos motivos do aumento da violência nas penitenciárias.
“Antes de acontecer aqui, aconteceu em Roraima, Acre, Maranhão, Pernambuco. E sempre com essa conotação. Nós já sabíamos, tanto que separamos os PCC’s da FDN [Família do Norte, facção aliada ao Comando Vermelho e rival do PCC]”.
Fontes discorda, no entanto, que membros de que uma facção não devam ficar no mesmo presídio que membros de uma facção rival. “Dar um presídio para o PCC significa dizer que todo mundo que entrar lá vai virar PCC. E isso não é bom”.
Luis Carlos Valois ressaltou que “preso deve ser tratado como preso” e não como líder. Para o juiz, essa valorização do status de liderança de um preso lhe dá poder dentro da cadeia. “Não legitimo as facções. Quando chego na penitenciária, os presos se comportam como presos. Aliás, preso tem de ser tratado como preso e não como líder de alguma coisa. Esse é um grande equívoco do sistema penitenciário brasileiro, tratá-los como se fossem líderes”.
Para o presidente da OAB, o combate às facções passa pela separação de presos por tipo de crime cometido, algo que não é visto em muitos presídios do país.
“O Estado não pode mais sucumbir às facções criminosas. Termos a ideia da separação de presos, os de maior e menor potencial ofensivo. O Brasil tem de investir em mais vagas no sistema prisional. Investimento em sistema prisional brasileiro é investir em segurança pública. A sociedade precisa entender isso”.

Guerra entre facções em Alcaçuz tem pelo menos 10 mortos

A Penitenciária Estadual de Alcaçuz registra nesta sábado (14) mais um capítulo da guerra entre facções com a morte de ao menos 10 presos. Segundo a assessoria do governo estadual, trata-se de uma disputa entre as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Sindicato do Crime RN.
O motim começou por volta das 15h30 e ainda não foi controlado pelas autoridades estaduais. Os presos teriam invadido o pavilhão 1 e o 5. O pavilhão 5 é uma unidade separada e que faz parte do Complexo de Alcaçuz. Atuam no Rio Grande do Norte, além do Primeiro Comando da Capital (PCC), o Sindicato do Crime do RN, rival do grupo paulista e mais próximo da Família do Norte e Comando Vermelho.
Em Alcaçuz, segundo fonte ouvida pelo Estado, os pavilhões 1,2,3 e 4 são dominados pelo Sindicato do Crime RN e o 5 encontra-se com presos com algum tipo de ligação o PCC.
O Batalhão de Choque e o Bope estão no local para tentar conter a rebelião. O governo um grupo de gerenciamento de crise para acompanhar a rebelião com integrantes de todas as forças de segurança do estado e Ministério Público. O grupo, segundo a assessoria do governo, vai trabalhar em regime de plantão para tentar reverter a situação de descontrole dentro do sistema prisional.
Maior penitenciária do Rio Grande do Norte, Alcaçuz tem cerca de 1.150 presos em um espaço com capacidade total para 620.

Polícia Militar entra em Alcaçuz; número de mortos ainda é incerto

Rebelião é fruto de disputa entre o PCCe o Sindicato do Crime, facção aliada à Família do Norte e ao Comando Vermelho.
Passadas mais de doze horas do início da rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz e no Pavilhão Rogério Coutinho Madruga, na região metropolitana de Natal, os presos continuam soltos em cinco pavilhões e ainda não há atualização em relação ao número de mortos, feridos ou foragidos. 
Há detentos em cima dos telhados e ainda é possível ouvir gritos e disparos de arma de fogo. Pelo menos um pavilhão, que abrigava cerca de 250 homens, foi totalmente destruído.
De acordo com informações da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed/RN), há 10 mortos espalhados pelos pavilhões rebelados. Alguns deles, decaptados. 
Agentes penitenciários e policiais que atuam na unidade prisional, afirmaram que o número de mortos é muito maior. O Governo do Estado, porém, ainda não atualizou os dados. 
Para tentar conter a rebelião, homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar chegaram à unidade prisional no início deste domingo (15). A entrada deles nos pavilhões teve início por volta das 7h. 
O helicóptero da Sesed pousou no pátio externo da casa carcerária e deverá reforçar as ações de contenção dos rebelados. Cerca de 40 homens da Força Nacional reforçam a guarda externa da penitenciária  para evitar fugas. 
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A guerra entre facções - Primeiro Comando da Capital (PCC) e Sindicato do RN - motivou a rebelião. Presos do Pavilhão Rogério Coutinho Madruga, considerado de segurança máxima, escaparam das celas e pularam o muro. 
Depois eles cercaram o Pavilhão 3 e forçaram os presos que não pertencem a nenhuma das facções rebeladas a ajudá-los na invasão de outro Pavilhão. 
Em seguida, eles cercaram o Pavilhão 4 e renderam os presos, que integram o Sindicato do RN. A partir daí, foi iniciado o confronto. Além das mortes, filmadas e distribuídas em grupos de Whatsapp pelos próprios detentos, eles destruíram a estrutura física das celas. Além disso, atearam fogo em colchões e atiraram pedras contra agentes penitenciários e policiais militares que estão nas guaritas.
Do lado de fora, familiares aflitos aguardam notícias e clamam pela entrada da Polícia Militar nos pavilhões para a retomada do controle da maior unidade prisional do Rio Grande do Norte. 
A Penitenciaria Estadual de Alcaçuz tem capacidade para 620 homens, mas abriga cerca de 1.150. Construída numa região de dunas, cujo acesso é feito por estrada de barro, é cenário constante de rebeliões e mortes de presos.
Gabinete de crise
O governo estadual emitiu nota no final da noite do sábado (14).
O gabinete de crise chefiado pelo governador Robinson Faria (PSD) admitiu pelo menos 10 mortes.
Veja nota do governo na íntegra:
NOTA À IMPRENSA
A respeito da rebelião em curso no presídio de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal-RN, o Governo do Rio Grande do Norte esclarece que:
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1. A rebelião teve início por volta das 17h, partiu de uma briga entre presos dos pavilhões 4 e 5 e está restrita aos dois pavilhões. Estão sendo levantadas informações acerca do envolvimento de facções criminosas. A polícia está trabalhando no local para a contenção da rebelião.

2. Não há registro de fugas;
3. As informações quanto ao números de mortos e feridos estão em levantamento, com pelo menos 10 mortes confirmadas até o momento;
4. Desde o início da noite, o governador do Estado do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, está no Gabinete de Gestão Integrada (GGI), com o secretário de Segurança Pública, Caio César Bezerra; o secretário de Justiça e Cidadania, Wallber Virgolino; o presidente do Tribunal de Justiça, Expedito Ferrreira; o procurador geral de Justiça do RN, Rinaldo Reis; o comandante da PM, André Azevedo; e representantes das polícias civil e federal, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros e Força Nacional, no comando das medidas para a contenção e resolução do problema nas próximas horas;
5. O governador Robinson Faria entrou em contato com ministro da Justiça, Alexandre de Morais, para que o Governo Federal acompanhe a situação do Estado, e pediu reforço da Força Nacional no lado externo do presídio, o que foi autorizado prontamente;
6. Não há registro de nenhuma ação externa aos presídios. O problema está restrito a Alcaçuz e a população pode seguir com suas atividades dentro da normalidade.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Trecho da BR-101 em Neópolis é liberado após quatro meses de interdição

A parte superior do viaduto de Neópolis, na BR-101, foi liberada na manhã de hoje para o tráfego de veículos.
Interditado desde o dia 17 de setembro do ano passado, o trecho da BR-101 onde está sendo construído o viaduto do bairro de Neópolis foi liberado no início da manhã desta sexta-feira (13).

Após quatro meses de interdição, a previsão é que as obras no local sejam concluídas em 45 dias. Isso porque foi liberada somente a parte superior do equipamento. O nível inferior do viaduto segue em construção, onde irão funcionar os retornos das vias.

Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), os trabalhos seguem dentro do cronograma.

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O projeto prevê ainda a construção de outros cinco viadutos, cinco passarelas, drenagem, pavimentação e remanejamento de paradas de ônibus em cerca de 14 km da BR-101, entre Natal e a altura do Instituto Federal de Educação do Rio Grande do Norte (IFRN), em Parnamirim.

A reurbanização da rodovia federal custou R$ 157 milhões e deve ser totalmente concluída em meados de junho de 2018.